domingo, 23 de outubro de 2011

R.I.P em santa consciência.

   Depois de duas décadas (minha vida toda), eu tive um sonho que posso dizer que foi um dos melhores e o mais emocionante que já tive, vou tentar contar a história de acordo com o que eu lembrar, porque acabei de acordar e corri para o computador pra escrever sobre ele. Vamos aos fatos.
   Tinha uma garoto que era meio que rejeitado nas redondezas de onde morava, não tinha amigos, nenhum tipo de contato com as outras pessoas, fora um casal de idosos que cuidavam dele que por sinal era muito velhinhos mas faziam de tudo para o garoto. Esse garoto tinha deficiência física na perna direita, andava meio coxo (mancando) e também tinha algo no pé, porque ele tinha uma espécie de faca presa no pé, com a ponta da faca embaixo dos dedos dos pés, algo desse tipo. Um certo dia enquanto ele estava andando de volta pra casa, um mendigo viu ele e começou a tirar sarro do garoto e não demorou muito para o garoto ficar cercado pelos os moradores de rua, eles empurravam, zombavam o garoto até que ele caiu no chão e quando caiu puxou um dos mendigos. No movimento que ele fez puxando o mendigo, a faca no pé dele furou o mendigo, acidentalmente, e todos os outros se espantaram e saíram correndo, mas o garoto pegou o mendigo e levou para sua casa para tentar cuidar dele, mas foi em vão. Depois do ocorrido ele foi falar para a senhora que cuidava dele o que tinha acontecido, mas se deparou com ela dormindo profundamente na sua poltrona enquanto a TV simplesmente chiava, ele tentou acorda-lá, mas não conseguia então ele ficou de frente para a senhora, se abaixou, pegou seu pé esquerdo puxou a unha do dedo do meio como se fosse algo de plástico, um recipiente, ou coisa parecida e tirou um comprimido do dedo da senhora, no qual ele colocou na boca dela e depois deixou ela sentada na poltrona.
   No dia seguinte ele foi ao trabalho com o senhor que cuidava/morava com ele também, ao entrar no carro para sair, o único trabalho do senhor era guiar o veículo, porque o garoto fazia todo o trabalho no banco de trás, era como se tivesse sido adaptado para o garoto (é estranho mesmo isso de dirigir o carro pelo banco de trás). Ao chegar no trabalho o senhor sentou, bebeu um copo de d'água, enquanto o garoto se ocupava mexendo nas ferramentas que tinha lá, era como se o senhor fosse um espécie de relojoeiro ou algo parecido. Depois de algum tempo, quando o garoto virou para conversar com o senhor, ele viu que ele estava com a cabeça deitada na mesa arrodiado de pequenas pecinhas, o garoto tentou acordar ele mas não conseguia, então fez a mesma que tinha feito com a senhora, pegou um pílula que no dedo do meio do pé esquerdo e colocou na boca do senhor e depois pegou ele e colocou no carro e voltou para casa.
   Ao chegar em casa ele pegou a senhora colocou no carro, no banco do passageiro, deixou o senhor no banco do motorista como se tivesse dirigindo, só com as mãos no volante, e ele ficou no banco de trás, como sempre ficava, e saiu pela cidade dirigindo o que aparentava sem rumo, enquanto ele dirigia no banco de trás mexia no braço do senhor para fazer os movimentos que tava guiando, depois de algum tempo ele bateu em um carro, o cara do outro carro começou a discutir o garoto se apavarou e acelerou batendo em quase tudo que tinha pela frente e enquanto ia dirigindo, começou a chorar e foi aparecendo flashes dos acontecimentos recentes, como o do mendigo, que o mendigo não tinha caído acidentalmente e ele não tentou ajudar, o mendigo falou algo de mal-gosto sobre o garoto e depois se virou, então o garoto jogou um pedra nele e ele caiu, depois ele começou a chutar o mendigo com sua perna coxa, que tinha um faca, chutou sem dó nem piedade, e depois fugiu para a sua casa, depois apareceu outro flash de quando viu a senhora sentada na poltrona como se tivesse morta, na verdade ela viu a perna do garoto toda ensanguentada e teve um ataque, um susto grande ou algo parecido, que acabou morrendo, e se recordou do que tinha acontecido com o senhor no trabalho que no copo d'água que o senhor havia tomado, o garoto tinha colocado algo dentro, um tipo de pó que ele tirou de dentro do seu dedo anelar da mão direita, que era como se fosse um recipiente também, ele puxou o dedo e caiu um pó no qual jogou dentro do copo com água do senhor e minutos depois o senhor morreu também.
   Depois de tanta correria pela as ruas e avenidas da cidade, o garoto parou em um lugar, um campo, um vale, algo parecido (não consigo distinguir), e pegou os corpos do senhor e da senhora, tirou eles do carro, foi no porta-malas e pegou duas cadeiras daquelas que se parecem com de praia ou piscina, e colocou de frente ao carro, colocou o casal sentado nas cadeiras, se sentou encostado nas pernas da senhora, e ficou olhando para o infinito, sem nenhuma preocupação, somente admirando a paisagem.

Bye guys, and fuck around.

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